Na era das redes, candidatos apostam em TV e rádio para virar votos e se conectar com eleitores
Pivetta, Wellington e Natasha terão estratégias distintas para apresentar histórias, reforçar perfis, atacar adversários e tentar conquistar indecisos

A cinco dias do início da propaganda eleitoral gratuita em TV e rádio, que estreia na sexta (28) e vai até 1º de outubro, os três principais candidatos ao Governo de Mato Grosso ainda apostam na força da propaganda tradicional para conseguir se conectar com o eleitorado, demonstrar perfil, contar histórias, virar votos, atacar adversários ou “reestabelecer a verdade”. O
apurou o que tem sido traçado no bastidores pelos estrategistas de campanha do governador à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), do senador Wellington Fagundes (PL) e da médica Natasha Slhessarenko (PSD).
Com o maior tem TV e Rádio para o programa eleitoral gratuito, Pivetta deve se apresentar aos mato-grossenses, após reconhecer que grande parte eleitores não o reconhecem, mesmo tendo estado ao lado do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) nos últimos 7 anos até ele renunciar em março deste ano para disputar uma cadeira no Senado Federal.
Com o slogam do “fazimento”, Pivetta aposta em apresentar o case de sucesso que foi a dobradinha com Mauro. Agora, para Mato Grosso seguir no “rumo da prosperidade”, tendo ao lado a ex-federal Gisela Simona (UB), considerado elo de aproximação entre mulheres. A TV e o rádio vai colocar a dupla dentro da sua intimidade para tentar gerar conexão entre os candidatos e eleitor. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), apontam Mato Grosso com mais 1 milhão de residências com acesso a TV e mais de 300 mil aparelhos tradicionais, número que pode subir se considerado transmissão via internet.
O publicitário Caco Mesquita, responsável pelo marketing do senador Wellington, entende que a primeira mensagem deve ser a de apresentar o perfil do candidato, sua história de vida e de entrega na política. A princípio, não há um grupo definido de público, seja ele base ou indecisos, a intenção é dar o tom da campanha, criando inicialmente esse conexão entre candidato e eleitor.
“A mídia tradicional de TV e rádio é o que tem potencial de virar voto [e opinião]. Nada supera a TV. Há 20 anos atrás esses dois modelos mandavam, hoje menos com o avanço da internet e redes sociais, [mas ela segue forte], quando se considera que é uma mídia que é não paga [propaganda eleitoral gratuita]. Aí entra a magia de saber trabalhar esses modelos [TV, Rádio e Internet]”, disse ele ao
.
O núcleo de campanha da médica Natasha entende que um dos principais desafios é justamente tornar ela conhecida em todo estado, pois se compará-la aos principais candidatos, Pivetta e Wellington, não possui experiência política de disputa de eleição, mas surge como uma mulher qualificada profissionalmente.
Assim, a intenção é apresentar o perfil qualificado e aproximá-la do eleitor. A TV e Rádio também é vista como grande trunfo, pois agora, Natasha “entrará” nas casas e veículos com a propaganda de vídeo e áudio, diretamente no cotidiano dos mato-grossenses.
Não há nenhum descrédito quanto ao potencial de virar voto ou contar histórias por meio do programa eleitoral, que agora, se casará aos modelos de inovação e fácil propagação na internet. A campanha é conduzido pelo jornalista e consultor em marketing político, Lucas Pimenta.
Após reunião nesta sexta-feira (21), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) anunciou os tempos de TV e rádio dos candidatos nas eleições em Mato Grosso. Pivetta terá o maior tempo e Natasha irá abrir a propaganda eleitoral na próxima sexta – veja quadro.
Rafael Millas (Missão), Mauricio Coelho (Mobiliza) e Laudicério Machado (Agir), todos concorrendo com chapa pura, não terão direito a tempo de TV e Rádio, devido a falta de bancada mínima no Congresso Nacional.





