Argentina nega que Brasil tenha pedido explicações sobre Flávio
Negativa foi feita pelo chanceler argentino, Pablo Quirno, em uma mensagem postada na rede social

O governo da Argentina negou nesta sexta-feira (30) que o Brasil tenha solicitado explicações sobre seu possível envolvimento na ida do senador e ex-candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos. A negativa foi feita pelo chanceler argentino, Pablo Quirno, em uma mensagem postada na rede social X.
– Não houve nenhum pedido de informação – afirmou.
O presidente argentino, Javier Milei, também interveio na questão e repostou a mensagem de seu chanceler, respaldando a postura de que a informação sobre o suposto pedido de explicações era falsa.
A controvérsia ocorreu depois que veículos de imprensa argentinos como o La Nación e o Clarín divulgaram a informação de que o Itamaraty teria convocado a encarregada de negócios da Embaixada argentina em Brasília, Emilia Cortés, para consultá-la sobre o possível envolvimento do governo Milei na viagem de Flávio para os Estados Unidos, com passagem por território argentino e escala no Equador.
Cortés é a máxima autoridade diplomática da Argentina no Brasil, já que a representação ficou reduzida ao nível de encarregados de negócios desde agosto deste ano após as críticas públicas de Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a campanha para as eleições presidenciais no Brasil.
Flávio chegou aos Estados Unidos na última terça (27) depois de passar pelo território argentino e após a proibição de que saísse do Brasil imposta por Moraes. O próprio senador agradeceu a Milei por sua “coragem, senso de justiça e legalidade” em uma carta divulgada na quarta, depois de chegar aos Estados Unidos.



