EUA: Cartão perdido com 388 votos muda resultado na Geórgia
A descoberta pode garantir ao Partido Republicano mais uma cadeira na Câmara dos Representantes

Um cartão de memória com 388 votos que não haviam sido contabilizados mudou a liderança de uma disputa entre republicanos e democratas nas eleições legislativas da Geórgia, nos Estados Unidos. A descoberta levou o secretário de Estado, Brad Raffensperger, a abrir uma investigação para apurar a falha na contagem, identificada no Condado de Seminole.
Com a inclusão dos votos, o deputado republicano Gerald Greene, que inicialmente estava 58 votos atrás, passou a liderar a disputa com uma vantagem de 262 votos sobre o democrata Harry James. O resultado pode devolver a cadeira ao Partido Republicano, caso seja confirmado pelas autoridades locais até segunda-feira (9).
Greene ocupa uma vaga na Câmara dos Representantes da Geórgia desde janeiro de 1983. A diferença na apuração foi percebida durante uma revisão dos registros eleitorais, quando os responsáveis encontraram divergências entre o número de cédulas entregues e a quantidade de votos computados.
Após a identificação do problema, a Junta Eleitoral do condado localizou os votos que estavam fora da contagem. Raffensperger afirmou que os mecanismos de fiscalização do Estado permitiram descobrir a irregularidade.
– As salvaguardas eleitorais da Geórgia foram concebidas para identificar discrepâncias, e foi exatamente isso que essas medidas de proteção fizeram – disse Raffensperger.
O secretário também afirmou que seu gabinete comunicou o problema às autoridades locais e identificou uma falha no envio correto dos resultados eleitorais.
– Nosso escritório identificou uma discrepância significativa, alertou as autoridades do condado e descobriu uma falha no carregamento correto dos resultados eleitorais. Essa falha não afetou apenas os números — ela mudou quem estava liderando a eleição. Isso é inaceitável e pretendemos descobrir exatamente como aconteceu – declarou.
Raffensperger ficou conhecido nacionalmente em 2020, quando se recusou a atender a um pedido de Donald Trump para encontrar votos que pudessem alterar o resultado da eleição presidencial na Geórgia.
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