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Presidente da Colômbia critica megaoperação policial no Rio

Gustavo Petro se manifestou por meio das redes sociais e apontou "barbárie"

    Nesta quarta-feira (29), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, se manifestou contra a megaoperação policial realizada, nesta terça (28), no Rio de Janeiro. A ação contra o Comando Vermelho (CV) foi realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital fluminense, e é considerada a operação mais letal da história do estado do Rio.

Segundo o presidente colombiano, a luta contra as facções não passa de “barbárie”. Ele expôs suas considerações por meio da rede social X.

– Esta luta contra as gangues não passa de barbárie, o mundo da morte se apodera da política. Rio de Janeiro – escreveu.

Em outro post, ele disse que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, segue os passos do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL).

– Seguindo os passos de Bolsonaro, Cláudio Castro, com sua polícia do Rio de Janeiro, deixou 132 mortos nas favelas do Rio. Operação semelhante à ocorrida na Comuna XIII, em Medellín – alegou Petro.

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Durante coletiva de imprensa, nesta quarta, Cláudio Castro disse que as únicas vítimas da megaoperação foram os policiais mortos.

A ação integrou a Operação Contenção e mobilizou cerca de 2.500 mil agentes de segurança, com o objetivo de capturar cerca de 100 criminosos ligados à facção Comando Vermelho. De acordo com o secretário da Polícia Civil, foram 113 presos na ação, sendo 33 de outros estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco. Também foram registrados dez adolescentes apreendidos.

Segundo o governo do Rio de Janeiro, também englobam o balanço da ação: 118 armas apreendidas – sendo 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver -, 14 artefatos explosivos e mais de uma tonelada de drogas.

O confronto começou ainda na madrugada de terça-feira, quando traficantes reagiram com tiros e incendiaram barricadas para impedir o avanço das forças de segurança. Durante o dia, o tráfico organizou represálias em diferentes regiões da cidade, bloqueando vias importantes como a Linha Amarela, a Grajaú-Jacarepaguá e a Rua Dias da Cruz, no Méier. Os criminosos também lançaram bombas nos policiais a partir de drones.

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Os agentes de segurança mortos foram os policiais civis Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita); e Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna); além dos policiais militares Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, ambos do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

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