Trump brinca sobre ser candidato a presidente novamente em 2028
Republicano proferiu fala sobre quarta candidatura durante o Jantar de Correspondentes da Casa Branca

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a brincar nesta sexta-feira (24), durante o Jantar de Correspondentes da Casa Branca, com a possibilidade de se candidatar às próximas eleições presidenciais e colocou um boné vermelho com o ano de 2028 na parte frontal.
– Quero anunciar minha intenção de concorrer a um quarto mandato como presidente. Ganhei três vezes e farei de novo – disse Trump antes de colocar o boné em uma brincadeira repetida ao longo da semana, aludindo de forma sarcástica a um triunfo adicional.
Aos 80 anos, o republicano não pode concorrer em 2028, já que a Constituição dos Estados Unidos limita a dois os mandatos presidenciais e ele já se encontra em seu segundo período. O republicano costuma afirmar que apoiadores pedem sua continuidade e já mencionou o vice-presidente, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, como possíveis sucessores.
A brincadeira foi o ápice de um discurso de mais de 70 minutos que marcou o retorno de Trump ao tradicional evento com a imprensa internacional quase três meses após a tentativa de assassinato contra ele que interrompeu o evento em abril e forçou uma mudança de local e o aumento das medidas de segurança para seu retorno.
Dessa vez, o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca foi realizado no Hotel Waldorf Astoria de Washington – antigo imóvel da família Trump -, que substituiu o tradicional Washington Hilton após o atentado do último dia 26 de abril.
Naquela ocasião, um homem armado identificado como Cole Allen tentou invadir o salão, gerando um tiroteio com agentes que obrigou a evacuação do presidente e deixou ferido o agente do Serviço Secreto Victor Gonzales, homenageado no jantar desta noite.
– A tentativa de assassinato no Hilton foi um ataque à nossa democracia – declarou Trump sobre o ataque de abril, quando o suspeito havia reservado um quarto de hotel para burlar os controles.
Devido ao incidente, a presença de público nesta remarcação do evento foi reduzida de 2.600 para cerca de 700 convidados, e o Serviço Secreto reforçou a segurança exigindo códigos QR para acesso.
Em tom irônico sobre os jornalistas e as novas medidas de proteção, o presidente americano disse que a sala reunia “a maior concentração de pessoas com síndrome de transtorno de Trump” e brincou sobre o uso de proteção pessoal ao afirmar que “não foi fácil encontrar sapatos que combinassem com o colete à prova de balas”.
O evento ocorreu sem a presença de autoridades que estiveram na edição anterior, como a primeira-dama, Melania Trump, além de Vance e Rubio. Durante a cerimônia, foram entregues prêmios a jornalistas de veículos como The Wall Street Journal, AP, CNN e The New York Times, além de reconhecimentos à trajetória profissional de Susan Walsh (AP) e Melissa Young (ABC).
A presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Jacqui Heinrich, dirigiu-se a Trump para destacar o papel da imprensa e a importância da Primeira Emenda da Constituição dos EUA.
– Quando fazemos perguntas, o senhor responde. O senhor nos dá respostas e nós respondemos. O senhor sempre foi um homem de acordos. Bem, esse é o acordo. A Primeira Emenda é um acordo selado – declarou Heinrich.
*EFE


