Ibovespa cai e dólar fecha estável em meio a tensão por tarifas dos EUA
O presidente americano afirmou que as tarifas de 50% foram aplicadas a países com os quais os EUA “não têm tido uma boa relação”, reforçando a possibilidade de manutenção das medidas contra o Brasil.

As dúvidas em torno das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seguem gerando impacto nos mercados financeiros do Brasil. Nesta quinta-feira (24), o dólar fechou praticamente estável, com leve queda de 0,05%, cotado a R$ 5,51. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), encerrou o dia em forte queda de 1,15%, aos 133.807 pontos.
No cenário internacional, o mercado respirou aliviado com o acordo firmado entre Estados Unidos e Japão na terça-feira (22), que trouxe um sinal positivo, porém ainda não há qualquer indicativo de que os Estados Unidos desistirão da aplicação das tarifas sobre produtos brasileiros, cuja cobrança está prevista para começar em 1º de agosto.
Pelo contrário, uma declaração de Trump na noite de quarta-feira (23) aumentou a tensão. O presidente americano afirmou que as tarifas de 50% foram aplicadas a países com os quais os EUA “não têm tido uma boa relação”, reforçando a possibilidade de manutenção das medidas contra o Brasil.
Na B3, a fabricante brasileira WEG (WEGE3) foi destaque negativo pelo segundo dia seguido, refletindo a reação do mercado aos números do segundo trimestre de 2025. Os papéis da empresa lideraram as perdas do Ibovespa e foram os mais negociados, com quase 30 mil negócios.
A WEG divulgou na quarta-feira (23) um lucro líquido de R$ 1,59 bilhão entre abril e junho, representando alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 6,5%, alcançando R$ 2,26 bilhões, com margem de 22,1%. A receita líquida da companhia cresceu 10,1%, totalizando R$ 10,21 bilhões.
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