Ibovespa fecha em alta e dólar recua após trégua de Trump na guerra comercial
O movimento de alívio nos mercados foi influenciado principalmente pelo cenário externo, onde houve um recuo na tensão da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão desta segunda-feira (13) em valorização de 0,78%, atingindo a marca de 141,7 mil pontos. No mercado de câmbio, o dólar apresentou uma forte queda, sendo cotado a R$ 5,46, um alívio após ter fechado o último pregão na alta de R$ 5,50 – o maior valor desde agosto.
O movimento de alívio nos mercados foi influenciado principalmente pelo cenário externo, onde houve um recuo na tensão da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
Na última sexta-feira, o presidente americano, Donald Trump, havia ameaçado Pequim com a imposição de tarifas de 100% sobre seus produtos a partir de 1º de novembro, em retaliação às decisões chinesas de limitar as exportações de terras raras.
Contudo, no domingo, Trump suavizou o tom em suas redes sociais, afirmando que o líder chinês Xi Jinping “teve um mau momento” e que os EUA não desejam causar uma depressão na economia asiática.
Apesar disso, os EUA continuam em shutdown (paralisação parcial do governo), que caminha para o 14º dia, o que suspende a divulgação de importantes índices econômicos no país.
Destaques do Mercado Doméstico
No Brasil, os principais bancos acompanharam a valorização do índice:
- Banco do Brasil (BBAS3): +1,31%
- Itaú (ITUB4): +0,65%
- Bradesco (BBDC3; BBDC4): alta de 0,49% (ON) e 0,42% (PN).
- Santander (SANB11): recuo de 0,32% (na contramão do setor).
No cenário de projeções, o Boletim Focus trouxe notícias positivas. Economistas consultados pelo Banco Central revisaram para baixo a expectativa para o IPCA (inflação) de 2025, que recuou de 4,80% para 4,72%. As projeções para a taxa Selic, no entanto, permaneceram estáveis pela 16ª semana consecutiva.
Investidores permanecem atentos à questão fiscal brasileira, cuja preocupação aumentou após a MP 1303, que seria uma alternativa ao aumento do IOF, não ter sido aprovada no Congresso Nacional.
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