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Marcel Van Hattem contraria dirigentes do Novo e se posiciona contra o impeachment de Bolsonaro

Van Hattem também destacou que a decisão de apoiar o impeachment de Bolsonaro partiu dos dirigentes partidários da sigla. Os deputados federais do Novo não foram consultados

  O jovem deputado federal Marcel Van Hattem (RS), por meio das redes sociais, se posicionou contra a decisão de dirigentes do partido Novo de apoiar o impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro. Para o parlamentar, que é uma das figuras mais importantes da sigla, o “super pedido” de impeachment feito essa semana “não se sustenta juridicamente”.

“Considero que as denúncias, apesar de graves, ainda carecem de materialidade. E, portanto, neste momento não justificariam a abertura de um processo de impeachment, que é um evento traumático para o país. Estamos no meio de uma pandemia, o momento não é para confusão. Além do que, na minha visão, esse pedido de impeachment não se sustenta juridicamente. No caso da questão da prevaricação, por exemplo, trata-se de crime comum e não de responsabilidade, por isso a denúncia caberia ao PGR e o julgamento caberia ao STF, não cabendo portanto num pedido de impeachment como foi feito pelo Vem Pra Rua”, disse

Van Hattem também destacou que a decisão de apoiar o impeachment de Bolsonaro partiu dos dirigentes partidários da sigla. Os deputados federais do Novo não foram consultados.

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“Nós, deputados federais do Partido Novo, fomos apenas INFORMADOS no fim de semana acerca da opinião da maioria dos dirigentes partidários que seria publicada no dia de ontem, segunda-feira”, afirmou.

O deputado ainda frisou que em virtude dos deputados federais não terem sido consultados, o partido Novo “não fechou questão” sobre o pedido de impeachment do atual presidente da República.

“De acordo com as normas estatutárias do Novo, em particular o art. 14 do estatuto, o Novo NÃO FECHOU QUESTÃO SOBRE IMPEACHMENT pois os deputados federais, nesse caso, NÃO FORAM CONSULTADOS nem foi feita votação aberta a esse respeito entre deputados e dirigentes, o que tornaria, aí sim, a definição partidária “obrigatória e vinculativa”, conforme expresso no caput e parágrafo único deste importante artigo estatutário” — declarou Van Hattem.

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