Piloto de avião com drogas vindo da Bolívia morre em confronto com policiais após incendiar aeronave em Juara
Segundo o boletim de ocorrência, os agentes tentaram realizar a abordagem verbalmente, mas o suspeito teria reagido e efetuado disparos contra a equipe.

A interceptação ocorreu na sexta-feira (23), quando a aeronave entrou no espaço aéreo brasileiro sem plano de voo e com matrícula não identificada. Após a abordagem da FAB, o piloto pousou em uma pista clandestina de uma fazenda, colocou fogo no avião e fugiu para uma região de mata.
Equipes do Gefron foram acionadas e realizaram buscas durante toda a noite. Por volta das 6h30 de sábado, os policiais localizaram o homem nas proximidades da Fazenda Monte Azul.
Segundo o boletim de ocorrência, os agentes tentaram realizar a abordagem verbalmente, mas o suspeito teria reagido e efetuado disparos contra a equipe. Os policiais revidaram, e o piloto foi atingido. Após o confronto, os agentes acionaram o socorro e iniciaram o transporte do homem devido à distância da propriedade rural. Durante o trajeto, encontraram uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que assumiu o atendimento e o encaminhou ao Hospital Municipal de Juara. Ele não resistiu aos ferimentos.
Drogas foram encontradas nos destroços
De acordo com a Polícia Militar, a perícia realizada nos destroços confirmou que a aeronave transportava entorpecentes. A quantidade e o tipo de droga, no entanto, não puderam ser determinados devido aos danos provocados pelo incêndio. Durante a ocorrência, os policiais também apreenderam uma pistola Bersa calibre .22 e 16 munições intactas.
O boletim de ocorrência aponta que o piloto possuía registros policiais anteriores de diferentes naturezas, mas não foram identificadas passagens criminais nem indícios de ligação com facções criminosas até aquele momento.
Caça da FAB participou da interceptação
Segundo a Força Aérea Brasileira, a operação contou com um caça A-29 Super Tucano, responsável pela interceptação, e uma aeronave E-99, utilizada em missões de vigilância e monitoramento do espaço aéreo. A ação foi coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), em conjunto com a Polícia Federal, como parte das medidas de fiscalização de aeronaves suspeitas de envolvimento em atividades ilícitas.
As circunstâncias do confronto e a origem da carga de entorpecentes deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Redação Nortão MT – Micheli Cristina



