‘Maior uso da máquina pública’: Flávio leva 26 episódios contra Lula ao TSE
Campanha de Flávio pede que TSE analise conjunto de 26 episódios e apure eventual uso eleitoral da estrutura do governo

A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protocolou nesta quarta-feira (23) uma nova Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no TSE contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ambos candidatos à reeleição.
Segundo a petição, o conjunto de episódios representaria “o maior caso de uso da máquina pública em favor de uma candidatura presidencial já visto na história democrática do Brasil”. A ação reúne 26 episódios, divididos em três frentes: 19 eventos oficiais que teriam sido convertidos em atos de campanha, seis episódios envolvendo o Palácio do Planalto e o Palácio da Alvorada, e o discurso de Lula na 81ª Assembleia Geral da ONU.
Eventos oficiais
Entre os casos citados estão a entrega de veículos do Caminho da Escola, entregas do Minha Casa, Minha Vida, inaugurações em hospitais e anúncios de investimentos da Petrobras e do BNDES. A ação aponta ainda 28 eventos oficiais em 31 dias em maio e 27 em 30 dias em junho, período em que, segundo os autores, teria se repetido um padrão de autopromoção e ataques a adversários.
Um dos episódios citados ocorreu durante a entrega de 576 unidades do Minha Casa, Minha Vida, em Manaus, quando Lula disse que “só na época da eleição é que pobre vira importante”.
Planalto, Alvorada e ONU
A ação também questiona o uso das residências oficiais para entrevistas, transmissões e uma live com dirigentes partidários — entre elas uma entrevista à Record feita na Alvorada no mesmo horário do primeiro debate presidencial, do qual Lula não participou. O discurso do presidente na ONU também é citado, com a alegação de que teria havido “alusão explícita ao pleito” e contraposição a adversários.
A campanha pede ao TSE produção de provas, medidas liminares e, no mérito, a procedência dos pedidos, com base no artigo vinte e dois da Lei Complementar nº 64/1990. Uma condenação pode resultar em cassação de registro ou diploma e inelegibilidade por oito anos.
Também são alvos da ação, como agentes públicos corresponsáveis, os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Wellington César Lima e Silva (Justiça). É a 15ª ação movida pela campanha de Flávio contra a chapa de Lula no TSE em 2026.
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