PGR defende monitoramento em tempo real de Bolsonaro pela Polícia Federal
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou ao STF e à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) que recebeu o ofício do parlamentar.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (25) que a Polícia Federal reforce o efetivo no entorno da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o monitoramento em tempo real das medidas cautelares impostas a ele, que cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto. O parecer foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação do líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), que apontou risco de fuga do ex-mandatário.
“Parece ao Ministério Público Federal de bom alvitre que se recomende formalmente à Polícia que destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas”, escreveu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou ao STF e à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) que recebeu o ofício do parlamentar. Ao responder à solicitação, Gonet ressaltou que o monitoramento deve ser feito com “cuidado”, para que as medidas “não sejam intrusivas da esfera domiciliar do réu, nem perturbem suas relações de vizinhança”.
No pedido, Lindbergh Farias citou a obtenção de informações sobre um “plano de fuga”, somadas à “proximidade geográfica e à conjuntura política e investigativa”, como justificativa para o reforço do acompanhamento policial.
Em relatório da Polícia Federal, usado para indiciar Bolsonaro por tentativa de coação à Justiça, foi registrado que o celular do ex-presidente continha um pedido de asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei, alegando perseguição política no Brasil. “De início, devo dizer que sou, em meu país de origem, perseguido por motivos e por delitos essencialmente políticos. No âmbito de tal perseguição, recentemente, fui alvo de diversas medidas cautelares”, diz o documento.
Com o parecer da PGR, caberá a Alexandre de Moraes decidir os próximos passos sobre o monitoramento e eventual reforço da vigilância policial.
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