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Ministro sobre sessão desta terça: “Pior dia da história do STF”

Além de não responder às dúvidas sobre Moraes, tribunal sofreu ainda mais desgaste

    Um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) classificou como “o pior dia da história do Supremo” a sessão realizada nesta terça-feira (15), quando a Corte iniciou o julgamento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e sua proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A avaliação foi feita, sob reserva, a Matheus Lietão, colunista do portal *Metrópoles*. Segundo o interlocutor, a sessão não esclareceu as dúvidas que recaem sobre a relação entre Moraes e Vorcaro e, ao mesmo tempo, ampliou a exposição do tribunal às críticas da sociedade.

O julgamento ocorre em meio a questionamentos sobre possíveis vínculos, contatos e circunstâncias envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. A expectativa era de que a análise dos ministros contribuísse para esclarecer os fatos e delimitar responsabilidades. No entanto, de acordo com a fonte ouvida pelo colunista, o resultado teria sido oposto.

A sessão também evidenciou o ambiente de desgaste institucional enfrentado pelo STF. A Corte tem sido alvo de críticas de setores políticos e da sociedade civil, especialmente em decisões relacionadas a investigações de grande repercussão. Para o ministro ouvido sob anonimato, a condução do caso reforçou a percepção de que o tribunal não conseguiu responder de forma convincente às suspeitas apresentadas.

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O julgamento deverá prosseguir com a análise dos argumentos e dos elementos relacionados ao caso. Até o momento, não há indicação de que a sessão tenha encerrado as controvérsias em torno da proximidade entre Moraes e Vorcaro. Ao contrário, o episódio passou a ser tratado internamente como um dos momentos de maior fragilidade da imagem do Supremo.

O ministro que fez a análise é estudioso da trajetória do STF e revê os julgamentos do tribunal e seus momentos mais marcantes, até mesmo aqueles ocorridos no século passado. Para ele, esta terça entrou para a história como o capítulo mais triste da Corte.

Segundo um “profundo conhecedor do Supremo” ouvido por Cruz, a ala de magistrados ligados a Moraes acredita que saiu vitoriosa da sessão, mas na verdade, trata-se de uma vitória de Pirro, ou seja, uma conquista obtida a um custo tão alto que se equivale a uma derrota.

Já segundo apuração do jornalista Valdo Cruz, da GloboNews, o clima no STF após a sessão é de “ressaca” devido às agressões verbais trocadas no julgamento. Para membros do tribunal, o caso é no mínimo “vergonhoso”.

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Na avaliação desses integrantes, em vez de contribuir para melhorar a imagem da Corte perante à população, a reunião acabou por piorá-la já em um contexto de imenso desgaste. Entre eles, já havia a previsão de que a sessão seria tensa, mas, por fim, acabou sendo ainda pior que o esperado.

A sessão desta terça-feira teve como objetivo decidir se Moraes será investigado por sua ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Apurações da Polícia Federal (PF) mostram troca de mensagens temporárias, em que o empresário pediu proteção e orientações ao ministro, enquanto mantinha um contrato de R$ 131 milhões com o escritório de advocacia da esposa do magistrado, Barci de Moraes.

Entretanto, a Corte sequer chegou a entrar no mérito da questão e se ateve a atritos entre os magistrados e uma questão de ordem sobre unir ou não o julgamento sobre Mendonça ao de Moraes. O placar ficou em 4 a 3 e foi suspenso após um pedido de vista por parte do ministro Flávio Dino.

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