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Governo Lula já destinou mais de R$2,5 bilhões em emendas parlamentares neste ano

O governo teria intensificado a distribuição de emendas como estratégia para obter respaldo dos parlamentares, especialmente no Senado, onde tramita a sabatina do indicado pelo presidente Lula, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Nos últimos 14 dias, o governo Lula (PT) distribuiu mais de R$500 milhões em emendas parlamentares, elevando o total pago neste ano para mais de R$2,5 bilhões. Os dados são do Tesouro Nacional e foram divulgados pela Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder. Há duas semanas, o montante acumulado era pouco superior a R$2 bilhões.

Das emendas pagas, R$1,35 bilhão referem-se às individuais dos parlamentares, enquanto R$1,17 bilhão correspondem às emendas de bancadas. Contudo, o Portal da Transparência do governo federal contabiliza um valor bem inferior, de R$269 milhões, indicando divergências nos números oficiais.

O planejamento orçamentário prevê R$50 bilhões para emendas parlamentares em 2024, dos quais R$13 bilhões já estão empenhados, conforme o Portal da Transparência. Em 2023, o repasse por esse mecanismo somou R$28,9 bilhões, segundo dados do Tesouro Nacional.

Especialistas e parte da opinião pública criticam a destinação dos recursos, destacando que o dinheiro público, oriundo dos impostos pagos pela população, deveria ser prioritariamente investido em áreas essenciais como saúde, segurança, infraestrutura, educação e agricultura. Entretanto, análises apontam que esses recursos têm sido utilizados para garantir apoio político no Congresso Nacional.

Lula quer Jorge Messias, como ministro do STF a todo custo no Lugar do Ex-ministro Luis Roberto Barroso/Imagem: Ton Molina/Estadão Conteúdo

O governo teria intensificado a distribuição de emendas como estratégia para obter respaldo dos parlamentares, especialmente no Senado, onde tramita a sabatina do indicado pelo presidente Lula, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os críticos, há receio de que a aprovação do ministro possa resultar em uma maior censura ao Legislativo, comprometendo o funcionamento e a autonomia dos deputados e senadores.

A movimentação financeira e política em torno das emendas parlamentares reforça o debate sobre transparência, prioridades orçamentárias e o equilíbrio entre os poderes na atual administração federal.

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