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Moraes amplia restrição de drones para 1 km em torno da residência de Bolsonaro

“A limitação espacial reduzida não mitiga de forma adequada os riscos, como o monitoramento indevido, a coleta de informações sensíveis ou mesmo a preparação de condutas ilícitas”, escreveu o ministro em sua decisão.

   O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (2) a ampliação drástica do perímetro de segurança aérea em torno da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Agora, o raio de restrição para o sobrevoo de drones passou de 100 metros para 1 quilômetro.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 27 de março em sua residência no Jardim Botânico, em Brasília, onde vive com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e suas filhas.

Falha na segurança e alta tecnologia

A mudança ocorre apenas seis dias após a primeira determinação de Moraes. O endurecimento da medida atende a um relatório técnico enviado pelo Batalhão de Aviação Operacional (BavOp) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Segundo a PM, o raio anterior de 100 metros era “inadequado” diante do avanço tecnológico das aeronaves remotamente pilotadas (ARPs). Moraes acatou o argumento de que drones modernos conseguem captar imagens de altíssima resolução a longas distâncias, o que permitiria a “observação minuciosa de ambientes privados” e comprometeria a segurança institucional.

“A limitação espacial reduzida não mitiga de forma adequada os riscos, como o monitoramento indevido, a coleta de informações sensíveis ou mesmo a preparação de condutas ilícitas”, escreveu o ministro em sua decisão.

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Ordem para abater e prender

A nova determinação de Moraes não se limita apenas à distância. O magistrado estabeleceu protocolos rígidos para quem desrespeitar o limite de 1 km:

  • Abate imediato: A PMDF está autorizada a abater e apreender qualquer drone que invadir o perímetro.

  • Prisão em flagrante: Os operadores das aeronaves devem ser presos em flagrante delito e encaminhados às autoridades.

  • Responsabilização: Os infratores responderão civil e criminalmente, com comunicação imediata ao STF.

A medida visa blindar a rotina do ex-presidente, que retornou para casa na última sexta-feira após receber alta do Hospital DF Star. A fiscalização na região do Jardim Botânico deve ser intensificada a partir de hoje pelas equipes de aviação operacional da polícia.

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