Destroços de avião desaparecido há 74 anos são encontrados no mar
O desastre se tornou um marco para a indústria da aviação.

Os destroços do avião Clipper Endeavor, da Pan Am, que estava desaparecido há 74 anos, foram finalmente localizados no fundo do mar. A descoberta foi anunciada nesta terça-feira (21).
O acidente ocorreu em 1952, quando o DC-4, que fazia a rota de Porto Rico para Nova York com 69 pessoas a bordo, perdeu potência nos motores pouco após a decolagem e fez um pouso forçado no oceano. Os 17 sobreviventes relataram que todos conseguiram escapar com vida do impacto inicial, mas o drama começou em seguida: muitos passageiros não encontravam os coletes salva-vidas, e a tripulação enfrentava dificuldades para retirar os botes infláveis. Em poucos minutos, a aeronave afundou, matando 52 pessoas.
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Logotipo da Pan Am aparece entre os destroços do Clipper Endeavour localizados no fundo do mar — Foto: Air/Sea Heritage Foundation/Deep Sea Vision via AP
Como os destroços foram encontrados
As buscas começaram em 2019, lideradas pelo pesquisador Russ Matthews, que analisou arquivos oficiais antigos e utilizou um mapa desenhado por pilotos da Força Aérea americana. A localização ocorreu em abril, com a ajuda da empresa Deep Sea Vision. Um drone submarino autônomo equipado com sonar detectou a fuselagem e a cauda do avião a cerca de 610 metros de profundidade.
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Destroços da aeronave da Pan Am encontrados no fundo do mar — Foto: Air/Sea Heritage Foundation e Deep Sea Vision via AP
Impacto na segurança da aviação
O desastre se tornou um marco para a indústria da aviação. Segundo o especialista em segurança John Cox, o incidente “se tornou um catalisador e ajudou a impulsionar avanços na segurança, como melhores equipamentos de flutuação e briefings pré-voo”.
Atualmente, antes da decolagem, os comissários orientam os passageiros sobre a localização das saídas de emergência, dos coletes salva-vidas e a forma correta de utilizá-los — um procedimento que ganhou força justamente após esse desastre.
Além do valor histórico, a descoberta também pode trazer esperança para os familiares das vítimas que nunca tiveram um local para prestar homenagens.
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