Gilmar Mendes recua e pede desculpas após associar homossexualidade a ofensa em fala sobre Zema
O episódio está relacionado a um vídeo publicado por Romeu Zema em março nas redes sociais, no qual o ex-governador faz críticas ao STF e a ministros da Corte, incluindo Gilmar Mendes e Dias Toffoli, em meio ao contexto do caso envolvendo o Banco Master.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pediu desculpas publicamente nesta quinta-feira (23) após citar a homossexualidade ao rebater críticas feitas pelo pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) à Corte.
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o ministro reconheceu o erro e afirmou: “Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro”.
A declaração ocorreu após entrevista concedida ao portal Metrópoles, na qual Gilmar comentava a inclusão de Zema no inquérito das fake news. Durante a fala, o ministro utilizou um exemplo retórico ao abordar o que considerava ser uma acusação ofensiva, mencionando a orientação sexual em um contexto que posteriormente foi alvo de críticas.
“Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”, escreveu o ministro do STF.
O episódio está relacionado a um vídeo publicado por Romeu Zema em março nas redes sociais, no qual o ex-governador faz críticas ao STF e a ministros da Corte, incluindo Gilmar Mendes e Dias Toffoli, em meio ao contexto do caso envolvendo o Banco Master. Na gravação, os magistrados são retratados como fantoches.
Nesta semana, Gilmar Mendes solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, a inclusão de Zema na investigação. No pedido, o ministro afirma que tomou conhecimento do vídeo em 5 de março e sustenta que o conteúdo “vilipendia” a honra e a imagem do Supremo e também a dele.
Após o encaminhamento, Moraes enviou o caso para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não se manifestou. O procedimento tramita sob sigilo.
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