Ibovespa fecha em queda pela sexta vez seguida e dólar sobe
No cenário interno, o índice IBC-Br, considerado uma prévia do PIB pelo Banco Central, registrou queda de 0,7% em maio, desempenho pior que o esperado pelos analistas.

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, fechou em queda de 0,65% nesta segunda-feira (14), aos 135.300 pontos, marcando a sexta sessão consecutiva de perdas. O resultado reflete o aumento das incertezas no cenário internacional e dados econômicos domésticos abaixo do esperado.
O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no sábado (12), de que aplicará uma tarifa de 30% sobre produtos importados da União Europeia e do México a partir de 1º de agosto, repercutiu negativamente entre os investidores. As duas regiões são grandes parceiros comerciais dos EUA, e a medida pode impactar o comércio global. O dólar reagiu em alta de 0,5%, encerrando o dia cotado a R$ 5,58.
Além disso, permanece no radar a sobretaxa de 50% imposta por Trump contra produtos brasileiros, também com início previsto para agosto. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação de um comitê interministerial para lidar com o conflito comercial com os Estados Unidos, o que manteve o mercado em alerta.
No cenário interno, o índice IBC-Br, considerado uma prévia do PIB pelo Banco Central, registrou queda de 0,7% em maio, desempenho pior que o esperado pelos analistas. A retração foi puxada principalmente pelo agronegócio, que caiu 4,2% no mês, influenciando negativamente a percepção sobre a atividade econômica.
Entre os destaques do pregão, a BRF liderou as perdas, com queda de quase 5%, após a Previ — fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil — vender toda sua participação de R$ 1,9 bilhão na empresa. A Vale também recuou mais de 1%, mesmo com a valorização do minério de ferro. A Petrobras teve queda de 1,63%, afetada pela baixa nos preços internacionais do petróleo.
Por outro lado, a Petz registrou a maior alta do dia, com valorização de 6,3%, em meio a expectativas de fusão com a Cobasi após uma sequência de perdas recentes.
No mercado internacional, o bitcoin renovou sua máxima histórica, chegando perto de US$ 120 mil, com alta de 0,53%. A expectativa por juros menores nos EUA ainda neste ano e o avanço na regulamentação do setor no país contribuíram para o movimento.
Para esta terça-feira (15), o Banco Central anunciou um leilão de swap cambial com até 35 mil contratos, com o objetivo de conter a volatilidade e aliviar a pressão sobre o câmbio, diante das incertezas globais.
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