Ministra Marina Silva Realizou Sobrevoo, Mas não Ofereceu nenhum tipo de Conforto à População de Marcelândia na época do incêndio de 2010
Incêndio de grandes proporções destruiu 80% das empresas de Marcelândia (MT) e deixa 60 famílias desabrigadas em 2010

O Portal de Notícias Cidade News Online está preparando uma série de reportagens sobre fatos que ocorreram em Marcelândia durante os 40 anos de sua emancipação política e administrativa. Acompanhe.
A Ministra do Meio Amabiente do Governo petista Marina Silva esteve em Marcelândia no ano de 2010 e optou por não ouvir os anseios da população durante sua visita ao município.
No dia 11 de agosto de 2010, um incêndio devastador consumiu cerca de 80% do parque industrial da cidade de Marcelândia, município localizado a 712 km de Cuiabá, no Mato Grosso. O fogo destruíu 16 madeireiras e atingiu diretamente aproximadamente 100 casas, deixando 60 famílias desabrigadas e um número incerto de desalojados que buscaram abrigo em residências de parentes e amigos.
Apesar de não haver registro de feridos, 325 pessoas foram atendidas em hospitais da região com problemas respiratórios decorrentes da fumaça e da poluição geradas pelo incêndio. Estima-se que os danos materiais ultrapassem R$ 20 milhões, impactando severamente a economia local, já que grande parte dos 14.500 habitantes dependia direta ou indiretamente das madeireiras para seu sustento.
A gestão municipal na época, sob o comando do então prefeito Adalberto Navair Diamante, enfrentou dificuldades diante da crise e lamentou a ausência de apoio significativo do governo federal, que naquele ano estava sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. A ajuda humanitária veio principalmente de empresas privadas de diversas regiões do Brasil, prefeituras vizinhas e do governo do estado de Mato Grosso.
Na tentativa de acompanhar de perto os estragos causados pelo fogo, a ministra do Meio Ambiente do governo Lula, Marina Silva, realizou um sobrevoo de helicóptero na área afetada. Embora aguardada por centenas de moradores, vereadores, secretários municipais e pelo próprio prefeito no aeroporto da cidade, a ministra recusou-se a descer da aeronave para conversar diretamente com a população, mesmo após várias tentativas de persuasão por parte do prefeito Adalberto Diamante. Seu contato com as autoridades locais limitou-se ao convite para que o prefeito a acompanhasse no sobrevoo.
O gesto de resistência em dialogar pessoalmente com a comunidade gerou insatisfação coletiva, sobretudo porque, até o momento, não houve anúncio de auxílio federal destinado às famílias desabrigadas ou às empresas destruídas. A visita da ministra, embora tenha oferecido uma visão aérea da tragédia, não resultou em medidas efetivas ou suporte humanitário às vítimas do incêndio.
O episódio evidencia a fragilidade na resposta governamental diante de desastres naturais que afetam populações vulneráveis e ressalta a importância de políticas públicas eficientes e de solidariedade institucional para minimizar os impactos socioeconômicos de calamidades como a que atingiu Marcelândia.



