Declaração de ministro da Defesa levanta questionamentos sobre o combate ao crime organizado no Brasil
Ministro da Defesa comenta ocorrência do governo à ameaça de rotular PCC e CV como terroristas

Nesta segunda-feira (23), o ministro da Defesa, José Múcio, comentou sobre a possibilidade de o governo dos Estados Unidos classificar facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. Em um evento em Brasília, Múcio ressaltou a importância de preservar a soberania nacional e questionou se essa ameaça americana não seria apenas um discurso, ressaltando que, no momento certo, o governo brasileiro saberá agir.
No entanto, é inegável que essa posição do governo Lula levante suspeitas e provoque críticas. Enquanto os EUA buscam resistir ao combate ao crime organizado, classificando essas facções como terroristas para dar mais robustez à luta contra o narcotráfico e a violência, o governo brasileiro se mostra relutante e até contrário a essa iniciativa. A justificativa oficial é a defesa da soberania nacional, mas será que esse argumento não é apenas um pretexto?
A realidade nos mostra que o Brasil enfrenta uma escalada na criminalidade, impulsionada por essas organizações que dominam o tráfico de drogas e fomentam a violência nas grandes cidades e interior do país. Se os Estados Unidos, com toda sua experiência no enfrentamento ao terrorismo e ao crime organizado, estão oferecendo uma linha dura contra essas facções, por que o governo brasileiro insiste em manter uma postura passiva?
Fica claro, para muitos observadores, que falta vontade política para combater o narcotráfico de forma eficaz. Essa missão acaba por perpetuar o poder dessas organizações e agravar o sofrimento da população brasileira. Afinal, a preservação da soberania não pode significar fechar os olhos para um problema que corroi a segurança e a paz social. A grande questão que fica no ar é: qual o real interesse do governo Lula em relação ao combate às facções criminosas? Até quando a desculpa da soberania servirá para justificar a inércia diante da escalada da violência?
Essa é a minha Opinião.






