Marcelândia 40 Anos de História
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Adalberto Navair Diamante: Uma trajetória marcada pela colonização e vários desafios superados em Marcelândia

Além do impacto social dos conjuntos habitacionais (como o Jardim das Itaúbas, Jardim Bom Jesus, Jardim Vitória, Residencial Terra Rica e o Residêncial Fênix), a construção do Fórum e do Ministério Público foi um marco importante para a consolidação institucional do município, evitando que os moradores tivessem que se deslocar para outras comarcas

    Nascido na cidade de Terra Rica, no noroeste do Paraná, Adalberto Navair Diamante chegou a Marcelândia no início de 1980. Em entrevista exclusiva ao portal Cidade News Online, o ex-prefeito relembrou os primeiros passos na região e sua participação ativa no desenvolvimento do município.

“Meu pai comprou na Gleba Maika, do colonizador José Bianchini, uma área de terra em 1977. Na época, já havia a proposta de iniciar a colonização aqui. Combinei de trabalhar para a colonizadora no ano de 1979 e, no começo de 1980, viemos para cá. Começamos a trabalhar, mesmo antes de Marcelândia ser oficialmente uma cidade”, contou Adalberto.

Ele destacou ainda sua familiaridade com processos de colonização, já que Terra Rica foi a primeira cidade colonizada pela empresa Sinop, controlada pelo saudoso Enio Pepino. A colonizadora estendeu sua atuação para várias cidades no Paraná antes de atuar em Mato Grosso, incluindo a Gleba Celeste, Sinop, Santa Carmem, Cláudia e a Gleba Maika.

No Norte de Mato Grosso, a Gleba Maika propôs a construção de cidades na região, começando por Marcelândia em 1980 e seguindo com a criação de Analândia do Norte em 1981. “Estávamos não só na colonização, mas também nas atividades madeireira e pecuária, além de fazer morada e criar laços afetivos com a cidade”, acrescentou.

Marcelândia foi oficialmente criado como município em 1986, inicialmente como distrito de Sinop, e Adalberto acompanhou todo esse processo histórico. Eleito prefeito pela primeira vez em 2004, Adalberto cumpriu dois mandatos (2005-2008 e 2009-2012). Suas gestões, porém, foram marcadas por inúmeros desafios.

Entre os maiores obstáculos enfrentados estiveram as operações policiais que impactaram significativamente o setor madeireiro local: Operação Sucupira, Operação Arco de Fogo e Operação Arco Verde. Essas ações, conduzidas pela Polícia Federal, Força Nacional, Ibama e Sema, resultaram na prisão de vários empresários do ramo, acusados de crimes ambientais.

Para agravar ainda mais a situação econômica do município, em 2010 um incêndio devastador destruiu dezenas de empresas do setor madeireiro. O episódio trouxe sérios prejuízos à economia local, elevando as dificuldades durante a gestão de Adalberto.

Apesar dos percalços, o ex-prefeito mantém viva a história e o orgulho de ter participado da formação de Marcelândia, contribuindo para seu crescimento mesmo diante de adversidades. Sua trajetória reflete não apenas o pioneirismo na colonização regional, mas também a resiliência diante dos desafios enfrentados pela administração pública municipal. 

A gestão de Adalberto Navair Diamante em Marcelândia (MT) é frequentemente lembrada por esse grande volume de obras estruturais que mudaram a cara da cidade como o Parque Beija-Flor, Parque do Ar Puro e Parque dos Butitis.
Além do impacto social dos conjuntos habitacionais (como o Jardim das Itaúbas, Jardim Bom Jesus, Jardim Vitória, Residencial Terra Rica e o Residêncial Fênix), a construção do Fórum e do Ministério Público foi um marco importante para a consolidação institucional do município, evitando que os moradores tivessem que se deslocar para outras comarcas.
A pavimentação de toda a Avenida Colonizador José Bianchini no setor industrial também foi estratégica na época para facilitar o escoamento da produção de madeira, que era o motor principal da economia local. 7016
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