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Lula vai ao 2º turno derrotado em estados onde ex-ministros também perderam

Em São Paulo, Paraná e Mato Grosso, presidente ficou atrás de Flávio Bolsonaro, enquanto Haddad, Tebet, Marina, Gleisi e Fávaro não conseguiram se eleger

    Lula (PT) chega ao segundo turno da eleição presidencial depois de sofrer derrotas em estados onde alguns dos principais nomes de seu governo também não conseguiram se eleger. Em São Paulo, Paraná e Mato Grosso, o presidente ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL), enquanto ex-ministros e lideranças próximas ao Palácio do Planalto perderam disputas pelos governos estaduais e pelo Senado.

O cenário reúne cinco nomes que ocuparam posições de destaque na gestão petista: Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva, Gleisi Hoffmann e Carlos Fávaro. Levantamento feito a partir dos resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que, nos três estados, a derrota presidencial foi acompanhada por reveses de integrantes do primeiro escalão do governo.

São Paulo concentra três desses nomes. Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda, recebeu 36,42% dos votos na disputa pelo governo estadual, mas perdeu para Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito com 62,65%. Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento, obteve 19,23% na eleição para o Senado, enquanto Marina Silva (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente, recebeu 18,12%. Ambas ficaram fora das vagas.

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No mesmo estado, Lula terminou o primeiro turno com 38,20% dos votos, contra 51,93% de Flávio Bolsonaro.

No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra das Relações Institucionais e uma das principais lideranças do partido, também não conseguiu uma vaga no Senado. Ela recebeu 13,35% dos votos. Lula, por sua vez, obteve 31,20%, diante dos 59,91% de Flávio Bolsonaro.

Em Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), ex-ministro da Agricultura, recebeu 11,50% na disputa pelo Senado e ficou fora das duas vagas. O presidente também foi derrotado no estado, com 29,18%, contra 65,15% do candidato do PL.

Nem onde venceu garantiu aliados

O Maranhão e o Pará completam o levantamento, mas apresentam uma diferença: Lula venceu a disputa presidencial nos dois estados, embora candidatos ligados a ele tenham sido derrotados nas eleições locais.

No Maranhão, Felipe Camarão (PT) recebeu apenas 9,60% na disputa pelo governo. Weverton Rocha (PDT), com 15,21%, e Eliziane Gama (PT), com 9,75%, também não conseguiram vagas no Senado.

No Pará, Celso Sabino (PDT), ex-ministro do Turismo que recebeu apoio pessoal de Lula, obteve 5,87% na disputa pelo Senado. Hana Ghassan (MDB), candidata ao governo apoiada pelo presidente, recebeu 46,53%, mas também foi derrotada.

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A comparação mostra que, nos três estados em que Lula perdeu a votação presidencial, nomes importantes de seu governo também ficaram pelo caminho. Já no Maranhão e no Pará, a vitória do petista não se repetiu para todos os aliados.

A duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro, o presidente volta a enfrentar Flávio Bolsonaro depois de um primeiro turno em que parte de seus principais quadros políticos não conseguiu conquistar os cargos disputados.

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